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Câncer de intestino: sintomas, prevenção e tratamento

  • 7 de jan. de 2016
  • 3 min de leitura

Atualizado: 22 de jan.

O câncer de intestino é o crescimento desordenado de células da parede intestinal que se degeneram e a invadem de maneira cada vez mais profunda. Isso destrói a arquitetura do intestino e, posteriormente, essas células cancerígenas atingem outras estruturas adjacentes e à distância.


Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum em homens e mulheres no Brasil. Um aspecto muito importante e fundamental para investirmos em prevenção é o fato de a maioria dos tumores de intestino ser derivado de lesões benignas, denominadas pólipos.


O que são pólipos intestinais?

Os pólipos intestinais são representados por elevações no relevo da parede do intestino. São como verrucosidades que crescem e suas células se desarranjam, vindo a se tornar o câncer invasor.


Confira uma imagem a seguir de um pólipo visualizado durante colonoscopia, um exame essencial explicado ao longo do texto.


Pólipos intestinais podem dar origem ao câncer de intestino
Pólipos intestinais podem dar origem ao câncer de intestino

Quais são os tipos de câncer de intestino?

O tipo mais comum de câncer de intestino é o adenocarcinoma. Os pacientes com câncer podem, com o passar do tempo, manifestar os sinais abaixo:


  • Anemia e/ou sangramento intestinal 

  • Perda de peso / emagrecimento sem causa aparente

  • Dor abdominal prolongada e frequente 

  • Distensão abdominal 

  • Vômitos e parada de eliminação de fezes e gases 


Com o aparecimento desses sintomas, o paciente deve procurar o médico coloproctologista para uma avaliação mais aprofundada. Nem sempre esses sintomas indicam uma doença, mas se ela existir, quanto antes for feito o diagnóstico, melhor.


Como é a evolução do câncer de intestino?

A figura abaixo mostra os estágios da invasão das células cancerígenas. Ela representa a evolução do câncer de intestino, da esquerda para direita, em estágios cada vez mais avançados.


Estágios do câncer de intestino
Os estágios do câncer de intestino

É importante lembrar que as lesões que são detectadas mais precocemente permitem um índice de cura de até 90% (estágio 1 e 2). Já as lesões invasivas vão causar a morte do paciente em até 70% (estágio 4). Em outras palavras, diagnóstico precoce é chave!


Como fazer o diagnóstico de câncer colorretal?

O diagnóstico de câncer de intestino envolve a avaliação do cólon por diferentes métodos. Hoje, os mais comumente utilizados são a colonoscopia (tradicional) e a colonoscopia virtual.


Exame de colonoscopia

A colonoscopia (tradicional) envolve a passagem de um aparelho por todo trajeto do intestino do paciente, que está sedado. Esse aparelho identifica, remove material para biópsias e até trata lesões do intestino.


Colonoscopia virtual

Já a colonoscopia virtual é representada por um exame de tomografia computadorizada com baixa dosagem de radiação, que reconstrói a imagem do intestino por computador e permite a identificação das lesões. Entretanto, esse exame para diagnóstico de câncer de intestino não realiza biópsias e nem tratamento. 


Qual é o tratamento para câncer de intestino?

Quando um paciente recebe o diagnóstico de câncer de intestino, não deve encará-lo como o fim. A maioria das lesões, como relatado acima, são curáveis com o tratamento que envolvem cirurgia e, eventualmente, quimioterapia e radioterapia das lesões retais.


A evolução das técnicas no tratamento do câncer colorretal permitiu que não sejam necessárias grandes incisões (cortes) no abdome. As técnicas minimamente invasivas, como a cirurgia robótica e a ​​cirurgia laparoscópica, já são uma realidade e apresentam vantagens, desde que realizadas por profissional capacitado.


Abaixo, apresento duas images: uma das pinças da cirurgia robótica, e outra que ilustra a cirurgia laparoscópica. Ambas formas de operar o câncer de intestino permitem a remoção do segmento de intestino afetado com margens de segurança e posterior anastomose (reconstituição) do trânsito intestinal.


Cirurgia robótica

Pinças da cirurgia robótica, técnica que pode ser usada para tratar câncer de intestino
Pinças da cirurgia robótica, técnica que pode ser usada para tratar câncer de intestino

Cirurgia laparoscópica

Ilustração da cirurgia laparoscópica, que pode ser usada para tratar câncer de intestino
Ilustração da cirurgia laparoscópica, que pode ser usada para tratar câncer de intestino

Todo paciente precisa de bolsa de colostomia?

Uma questão frequente de pacientes com lesões intestinais é: será que vou precisar ficar com uma colostomia? A colostomia é a exteriorização de parte do intestino pela parede do abdome que permite a drenagem das fezes, coletadas em uma bolsa.


Na maioria das vezes, não. Grande parte dos pacientes operados têm o trânsito intestinal reconstituído no mesmo momento da cirurgia de retirada da lesão.


Quando a colostomia é indicada?

A ostomia (ou colostomia) só é utilizada em caso de complicações cirúrgicas ou em lesões com características muito especiais, casos específicos que serão esclarecidos pelo cirurgião. Mas, mesmo quando necessárias, a maioria das ostomias é temporária e, após uma média de três meses, ela será revertida e o paciente retornará à vida normal.


Mantenha seu acompanhamento médico de rotina

A mensagem que quero deixar para você é para manter seus exames e acompanhamento médico rotineiramente.


A maioria dos pacientes com câncer de intestino não tem sintomas e muitos não procuram saber sobre prevenção. Quando os sintomas aparecem, geralmente as lesões já estão avançadas e a cura, mais difícil. Clique aqui para saber mais sobre a Prevenção e Saúde.

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